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Servidores penitenciários de Campo Novo do Parecis fazem paralisação por 3 dias e visitas são suspensas

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Os servidores penitenciários de Mato Grosso começaram uma paralisação por três dias a partir desta sexta-feira (25). Segundo o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), a paralisação será até domingo (25). As visitas de familiares foram suspensas.

 

Mato Grosso tem mais de 11 mil presos no sistema prisional em 55 cadeias, penitenciárias e unidades prisionais.

 

Na lista de reivindicações, os servidores exigem o reajuste do adicional de insalubridade, extinção do cargo de assistente penitenciário, auxilio fardamento.

 

Também pedem isenção de ICMS na aquisição de armamento, quebra de interstício para progressão de nível e aproveitamento de tempo de serviço no executivo e concurso público.

 

“A categoria dos servidores penitenciários considera que o governo fez pouco-caso das demandas, não tomando nenhuma providência seja nos itens que necessitam de recurso ou apenas de vontade política”, disse em nota o Sindspen.

 

Lista de serviços suspensos durante a paralisação dos servidores:

  • Atendimento aos advogados;
  • Atendimento aos Oficiais de Justiça, salvo Alvará e Mandado de Prisão de réu preso;
  • As visitas serão suspensas
  • Assistências penais
  • Não haverá atendimento a saúde, exceto urgência e emergência, como hemodiálise e outras avaliadas pelo médico ou equipe de saúde ou que tenha atendimento contínuo
  • As unidades não vão receber novos presos

 

Serão mantidos os serviços de alvará de soltura, entrega de alimentação; entrega de medicamento de uso contínuo; ronda, guarita e vigilância; audiência admonitória e recebimento de presos de outros estados.

 

De acordo com o Sindspen, Mato Grosso tem mais de 11 mil presos no sistema prisional em 55 cadeias, penitenciárias e unidades prisionais. É o sexto estado com maior lotação nos presídios e um deficit de 4.831 vagas.

 

Outro lado

Em nota, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso (Sejudh-MT) informou que durante a paralisação dos agentes penitenciários o efetivo que atua nas atividades de segurança das unidades prisionais deve garantir funcionamento de todos os serviços essenciais, a fim de minimizar riscos e evitar desordem e indisciplina nas unidades penais, tais como:

 

Ronda, guarita e vigilância, cumprimento de alvará de soltura; entrega de alimentação e medicamentos; saídas para audiência admonitória e para emergências médicas, banho de sol e recebimento de presos de outros estados e também aqueles advindos de audiências de custódia.

 

G1 MT